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DRAMA, FÉ E CARNAVAL NAS RUAS DA CIDADE VELHA

outubro 20, 2007

Por Marcos Lima

Aconteceu na sexta-feira da semana passada o “Auto do Círio”, uma festa que há treze anos reúne nas ruas do bairro da Cidade Velha em Belém pessoas de todas as classes cantando e dançando em homenagem a Virgem de Nazaré de uma maneira muito diferente. Como projeto de extensão, o auto acontece para consolidar suas ações artísticas e sociais para comunidade durante o ano com a realização do evento na antevéspera do círio com participação acadêmica e da comunidade de forma ativa.

Durante a concentração na Praça do Carmo, a única coisa que se via eram pessoas fantasiadas ensaiando suas coreografias, dando estímulos para o público que esperava ansiosamente pelo inicio do espetáculo. Por falar em começar o espetáculo que estava programado para começar as 19:00h, começou uma hora depois, devido problemas no áudio, porém isso não tirou o brilho do espetáculo nem desanimou que esperava pra ver o cortejo.

Ainda na concentração o evento iniciou com apresentação musical de Daniel Araujo catando “Saudação a Virgem”, e partiu da praça pela Travessa Dom Bosco e depois pela rua Dr. Assis, chegando à igreja da Sé onde o cortejo fora recebido por uma salva de fogos que iluminou o céu. 

FANTASIA E ENCENÇÕES  NA CONCENTRAÇÃO  MOSTRAVA  UM POUCO  O QUE SERIA O ESPETÁCULO

Em frente à igreja da Sé, durante a primeira parada, houve apresentações musicais com a cantora convidada Iza Felipe e declamações poéticas em homenagem a data. Durante esta etapa já tinham pessoas que mostravam seu entusiasmo com o evento. “É primeira vez que venho a Belém, e o espetáculo está fantástico”, relatou o turista  José de Almeida, de Belo Horizonte (MG) que passa férias com a esposa e sua filha de 12 anos.Assim o cortejo prosseguiu e se deslocou para a o palco montado em frente à igreja de Santo Alexandre, onde artistas apresentaram a encenação bem humorada “Diz que foi no Círio” e mais apresentações de música. Enquanto o cortejo se preparava para a próxima etapa no Solar do Barão do Guajara, no local o próximo grupo já se aquecia junto com o público.  O cortejo chega a ritmo de brega, embalado pela vocalista da banda “Tecno Show” Gabi Amarantos cantando ”A batida da Amazônia”, animando ainda mais o que cantava junto. “Já vim a três cortejos, mas este sem duvida é o melhor”, contou a recepcionista Ana Costa de 23 anos. No local o cortejo foi recebido pelo grupo de cantores contemporâneos e pelo grupo “Batuque” e apresentações acrobáticas.O cortejo chega a sua última etapa finalizando a caminhada em frente à Alameda dos Palácios com apresentação do grupo Notáveis Clows, grupo coreográfico da UFPA, fazendo a recepção da imagem da Virgem. O encerramento ainda contou com a participação especial de Dominguinhos de Estácio e da escola de samba ONG Tradição Guamaense, deixando o resto do espetáculo por conta do público.

CELEBRAÇÃO: O Auto do círio este ano celebra os 50 anos da Universidade Feral do Pará (UFPA), que além da consagração popular, o espetáculo marca a singularidade das atividades extensionista da academia. Este ano pela primeira vez o cortejo foi realizado no dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Celebrando a data o espetáculo festeja a matriz africana e afro-brasileira em um cortejo que homenageia a padroeira dos paraenses que reuniu cerca de 500 artistas e um publico de 10 mil pessoas em uma comunhão entre a comunidade e artistas acadêmicos nas ruas do complexo histórico de Belém.

O PROFANO E O RELIGIOSODurante o Auto do Círio, marcaram presença pessoas de todas as classes e todas as doutrinas possíveis da região. Isto ocorreu devido o espetáculo fazer uma mistura entre o considerado profano e o religioso, com apresentações que fazem referência a personagens do nosso folclore e a entidades do hubandismo, religião de origem africana, e evidentemente como o nome do evento propôs , tem como principal fundamento homenagear a Virgem de Nazaré.Outra mistura que ocorre além da social e de credos, são as de estilos, isto é, diferentes tribos urbanas, tribos de jovens, que se reuniram em busca de diversão e também para prestigiar o cortejo. No evento podia se encontrar roqueiros, reagueiros, pagodeiros e bregueiros. Em todos os lugares haviam brincantes dos mais variados gêneros, apreciando as apresentações. “Eu gosto de rock, mas até agora o que mais me animou foi à vocalista do Tecno Show agitando o público”, disse o estudante Anderson Silva de 19 anos se referindo à participação da cantora Gabi Amarantos (Tecno Show). Assim se seguiu o cortejo que entrou pela noite enchendo de alegria as ruas do Complexo Histórico de Belém.

DIVINA DESORGANIZAÇÃO NA CIDADE NOVA

Por Bruno Figueiredo

Dentre as 11 romarias que fazem parte do Círio de Nazaré sem dúvida, a romaria que leva santa as igrejas do Amparo de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e na Paróquia de Santa Rita de Cássia é o momento mais aguardado pelos moradores dos conjuntos da Cidade Nova onde todos os anos são realizadas inúmeras peregrinações, missas e novenas em que devotos de Nossa Senhora de Nazaré, como a católica Raimunda Luiza, se organizam para realizar encontros entre famílias.Entretanto nem todos católicos gostam do Círio um exemplo é a católica Maria Odete, 51, segundo ela não há solidariedade no Círio, as pessoas o vão por motivos pessoais, ou seja, não há uma preocupação coletiva e isto acaba se tornando uma idolatria, ainda para Odete muitos católicos esquecem que a imagem não possui vida e a tratam como se ela fosse melhor que Jesus Cristo, já para a Católica Irene Salles, 39, o Círio é um momento muito especial, “fico na frente de casa todo o ano esperando a Virgem Santa passar, tenho consciência que a imagem apenas a representa e que a verdadeira está no céu junto com Deus”.

DESORDEM: Apesar de manifestações de fé em Ananindeua, a passagem da Virgem Santa foi marcada por muita desorganização por parte da Guarda da Santa, ao não acompanharem a santa quando esta chegou à Paróquia de Santa Rita de Cássia houve também tumultos, e a “lei seca” foi visualmente desrespeitada.

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A Harmonia em nome da Fé!

outubro 19, 2007

Por Luciana e Haroldo

O segundo domingo de outubro, além da celebração da Fé na Virgem de Nazaré, tornou-se o dia dos encontros e reencontros. Vindos de longe e de perto, pessoas reencontram entes há muito distantes ou, movidos pelas afinidades, são capazes de acolher colegas de trabalho como uma família.  Amor, carinho, fraternidade e devoção são sentimentos que dão densidade acerca do Círio de Nazaré.

Dessa forma a fé é propagada e ganha o caráter de união. Essa comunhão de diferentes naturezas move encontros familiares como da Senhora Cecília Araújo de 59 anos –  Moradora do Edifício Gualo, localizado na Avenida Presidente Vargas, acredita na importância do encontro para a família, afirmando que “O Círio é o momento de Paz, Fé e muitos agradecimentos pela família”.  A empresária Lúcia Assunção, 56 anos, reside em Brasília há 30 anos e a ultima vez que esteve em Belém foi no ano de 1999; Em visita a cidade, escolheu o período do Círio para renovar sua fé e abraçar a família, já que também acredita que o almoço do círio colabora para estreitar os laços familiares.

Grandes Encontros

Na residência de dona Ana Ferreira Ramos, de 94 anos, localizada na Avenida Nazaré, nº. 928, os preparativos para o Círio começam, na verdade, uma semana antes, quando ela liga para todos os familiares e se certifica de quantos irão participar; este ano, pouco mais da metade compareceu. “Mas nada que tirasse o brilho de mais esse encontro”, conta dona Ana. Além disso, outra marca é a ornamentação da sacada da casa, totalmente a caráter e com direito a uma réplica de imagem da Santa. Ao todo, são mais de trinta pessoas entre filhos, netos, bisnetos, noras e genros. Segundo dona Maridalva Ramos, de 71 anos, filha mais velha, essa tradição começou há cerca de 30 anos quando a família saiu de Vizeu, no Nordeste do Estado, e veio morar na capital. “Mamãe já era devota fervorosa de Nossa Senhora, mas depois daí, ela ficou ainda mais. Sempre nos reunimos nesta época para renovarmos a fé e mantermos a família reunida em torno de Nossa Senhora de Nazaré”, destaca. Onde a maioria é católica, a exceção da família Ramos é dona Maridalva Ramos, que é espírita. “Embora sendo espírita, já alcancei muitas graças, e vendo o fervor das pessoas se entregando sem limites pagando ou pedindo algo à Mãe de Deus, impossível não se sentir comovida e emocionada”, pondera. Ela finaliza dizendo que não é necessário a autoflagelação e que existem muitas outras formas de se pagar ou agradecer um pedido.

Porém, há pessoas que não podem usufruir da companhia dos filhos, netos, esposas ou maridos. São os diversos trabalhadores que vêem no evento do Círio uma oportunidade de acrescentar na renda familiar, é o caso do senhor João Damasceno, 63 anos e que há 10 anos trabalha vendendo pipoca e lanches nas ruas de Belém. Chega a trabalhar 12 horas por dia, e argumenta:” Não posso deixar de trabalhar hoje, tenho que compra um remédio pra minha mulher que tá doente em casa. Mas Nossa senhora ta olhando por mim e me dará um bom dia das vendas!” Como não pode se reunir com a família, confraterniza com outros ambulantes na esquina da Tv. Carlos Gomes com a Presidente Vargas e juntos fazem “uma ceia” improvisada na rua

A História do Círio contada em detalhes.

outubro 19, 2007

Por Larissa Rodrigues e Thaís Costa

A festa do Círio de Nossa Senhora de Nazaré a cada ano atrai muitos devotos, turistas e curiosos, pois é nesta data em que as pessoas podem presenciar as manifestações de fé mais distintas e emocionantes, como: casa, barco, pneu, tijolo, boneco e outros objetos sendo carregados nos braços ou então sobre a cabeça dos devotos que conseguiram a realização de um sonho. Tais manifestações mereceram a criação em 1986 do Museu do Círio no subsolo da Basílica de Nazaré para registrar e expor as mais variadas promessas pagas pelos romeiros.Em 2002 o ex- complexo arquitetônico jesuítico deu espaço ao então “Complexo Feliz Lusitânia” abrigando os restaurados “Casa das Onze Janelas”, Museu do Forte do Presépio e o Museu de Arte Sacra. O Museu do Círio fica na extensão deste último e parte das suas paredes  são originais e as vigas ainda encontravam-se preservadas apesar do tempo e com a ajuda do grude de gurijuba, usado como um  eficaz ‘selante’ na época.  Entrando no Museu do Círio, que conta hoje com 1.400 peças em seu acervo, nos deparamos com os símbolos da Festa Religiosa e objetos  que aguçam a curiosidade do visitante.  Os estandartes bordados e pintados usados durante a procissão, uma berlinda decorada com flores e a imagem da Santa exposta em seu interior ‘aproxima’ o visitante da emoção sentida no ‘grande dia’. Educador do Museu do Círio há mais de um ano, Joaquim Neto diz que “as pessoas se encantam ao entrar aqui, pois os símbolos estão explícitos e o meu trabalho é ajudá-las a contextualizá-los. Elas sabem que não são demonstrações de auto- sacrifício gratuitos, mas sim de fé; algo que é impalpável. Os objetos nada mais são do que representações das promessas e graças alcançadas, as dificuldades sócio- econômicas do mundo atual relacionadas a aquisição de bens materiais”.

Objetos de cera e miriti são os mais comentados.

Pés, mãos, braços, pernas, cabeças, orelha, nariz. Todos os membros e quase todos os sentidos do corpo humano estão reproduzidos em um material de cera produzidos para as pessoas que acompanham o Círio e pagam suas promessas pela cura recebida de Nossa Senhora de Nazaré.Mas há também dentaduras, um par de gessos de pernas de bebê que provavelmente se curou.Velas, crucifixos, camisas dos times do Remo e do Paissandu com bilhete em agradecimento à Santa por eventuais vitórias. Para todas as idades, os brinquedos de Miriti são a atração a parte. Patos, casais abraçados dançando e até mesmo a Nossa Senhora sobre um vitória régia foi esculpida dessa palmeira que faz as mais variadas formas e encantam todos que passam pelo Pará. “Durante a procissão, os curadores ficam atentos aos romeiros e objetos. Eles buscam sempre os relatos onde há algo emocionante e comovente. O trabalho é difícil, pois selecionar a emoção é um desafio sempre”, diz Neto.

“Ela desperta o que há de melhor em mim”.

Pela segunda vez em Belém, a paulistana Gabriella Palomino diz que “o Círio é sem dívida a maior manisfestação religiosa que já viu”, mas ao Museu é a primeira vez que o visita e que “todos deveriam divulgar mais a Festa do Círio. Nossa Senhora de Nazaré desperta todos os meus sentimentos verdadeiros.”O Museu parece que desperta esse sentimento de humanidade, fé e religiosidade não sós aos visitantes, mas à todos que estão no dia-a-dia fazendo dele o seu trabalho. Quando perguntado sobre o quê o motiva a trabalhar “tão próximo da Santinha”, Joaquim Neto dispara: “Ah, a Naza…Ela me proporcionou conhecer pessoas de todo país  e até mesmo de fora que me convidam para ir à casa delas se estiver à passeio ou estudando. Não sei de onde vem essa simpatia toda, mas parece que grande parte das pessoas que ainda tenho amizade e que conheci aqui querem me ajudar e isso faz parte de uma evangelização inconsciente: de querer bem e ajudar o próximo. Já pensei muitas vezes em desistir, largar tudo porque eu só ganho o vale-transporte, mas trabalhando aqui eu sinto uma paz de espírito que não sei explicar. A presença Dela me cativa”.

A honrosa corda do círio

No museu do círio podemos encontrar a corda a mostra para o acesso de todos. A corda é um símbolo de fé muito grande para o círio de Nossa Senhora de Nazaré. Os promesseiros que acompanham a corda no percurso da celebração religiosa enfrentam inúmeras dificuldades como, falta de ar, sede, e certas vezes nem conseguem chegar até o final do percurso. As pessoas que estão em volta desses promesseiros se solidarizam e tentam ajudar homens e mulheres que estão naquele momento testando sua fé. Tudo vale quando se trata de agradecer por um milagre, por um pedido alcançado com esperança, devoção e fé em Nossa Senhora de Nazaré. Conseguir um pedaço da corda ao fim da procissão é quase impossível, porém, vale à pena tentar. Ao final da longa e sofrida caminhada não há nada mais recompensador. 

Trasladação

outubro 19, 2007

Por Bruno, Marcos e Elidia.

De acordo com a Diretoria da festividade de Nazaré, cerca de um pouco mais de um milhão de pessoas acompanharam a trasladação no último sábado, 13. O Círio noturno, como também é conhecido, começou às 17 horas com uma missa campal celebrada no pátio do Colégio Gentil Bittencourt, na Avenida Magalhães Barata. De lá a procissão seguiu rumo a Catedral da Sé, no bairro da Cidade Velha, em meio a homenagens de cantores famosos e shows pirotécnicos, aonde chegou por volta de meia noite. A procissão que é considerada a segunda maior depois do Círio, começou com um ritmo lento, ganhando velocidade ao chegar a Avenida Presidente Vargas. No início foram distribuídos cerca de 100 mil castiçais, que iluminaram a romaria, transformando em um belíssimo mar de pessoas iluminado.

A peregrinação com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré percorre aproximadamente quatro quilômetros e faz um trajeto inverso do Círio de domingo. Muitas homenagens são prestadas durante todo o trajeto. Adultos, jovens e crianças se aglomeram para ver a Berlinda passar. Pessoas famosas como o Padre Fábio de Melo, o cantor Jerry Adriani e o saxofonista Caio Mesquita se apresentaram a convite de grandes empresas, embalando cânticos em louvor à Virgem. Papeis picados e fogos de artifício completaram a emocionante homenagem. As ruas transversais que cortam o corredor da romaria ficaram lotadas de pessoas que disputavam cada centímetro de chão para vislumbrar e, registrar de todas as formas a passagem da Berlinda que conduz a imagem peregrina. As moradias que ficam localizadas às margens das avenidas por onde passa a procissão, serviam como espécie de camarotes e as escadarias como arquibancadas para os parentes e amigos dos donos das casas e apartamentos.

“Todo ano é do mesmo jeito, a gente acolhe toda a família e os amigos que chegam pra ver Nossa Senhora. A gente recebe até amigos que vêm de outros estados”, disse Dona Maria de Fátima que mora no primeiro andar de um edifício localizado na Avenida Nazaré. Ao entrar na Avenida Presidente Vargas, próximo ao edifício Manuel Pinto da Silva, a homenagem ficou por conta de um coral formado por 700 vozes, em sua maioria de pessoas idosas. Já no final desta Avenida, pessoas muito emocionadas, algumas chorando de emoção, levantaram as mãos ao som dos fogos de artifícios dos estivadores, que se tornou uma tradicional homenagem.

Diferentemente do Círio de domingo, na trasladação não há carros de promessa. O único carro em destaque era a Berlinda, que há dois anos tem tido sua ornamentação mais simplificada, para que os fiéis consigam enxergar melhor a Santa. O perfil dos fiéis que acompanham a trasladação vem mudando há alguns anos. A maioria é composta por jovens e muitos deles acompanham a procissão na corda em agradecimento pelo sucesso nos estudos. “Eu fiz uma promessa para Nossa Senhora. Se eu passasse no vestibular eu iria acompanhar o Círio na corda. No início do Ano passei em Medicina veterinária e agora vim pagar a promessa, mas está sendo muito difícil se manter aqui, é muito aperto e já estou com falta de ar”, contou a caloura Danuza Leão, de 18 anos de idade, ainda no início da peregrinação.

CORDA

A corda, depois da Berlinda com a imagem peregrina, torna-se um dos maiores símbolos da festividade nazarena. Utilizada inicialmente para desatolar o carro que carregava a imagem da virgem, hoje é o símbolo mais sacrificante para os pagadores de promessa. E, depois de ter sido apontada durante alguns anos como o principal motivo do atraso da procissão, há dois anos a corda tem sido atrelada a cinco estações, que são estruturas em ferro empurradas por doze pessoas com o objetivo de agilizar a peregrinação. As cordas utilizadas tanto na trasladação, quanto na procissão de domingo têm sido confeccionadas na Bahia desde o ano passado, após o fechamento da fábrica paraibana Brascorda, anteriormente responsável pela confecção.

Com cerca de 800 metros e 600 quilos, ao chegar é dividida em partes iguais com metade para o traslado e a outra metade para a romaria principal. Seu custo total seria de 9,5 mil Reais, mas foi reduzido para 5,5 mil Reais em virtude da doação do frete que a trouxe até Belém.

AMBULANTES

Durante o trajeto era possível ver os guardas da santa desobstruindo a passagem para dar mais espaço aos romeiros. Carrinhos de venda de bebidas e lanches eram retirados do caminho, sendo que alguns foram até apreendidos por fiscais da Secretaria de Economia (Secom), levados até o galpão da secretaria e liberados até que os proprietários solicitassem a devolução.

Mídia regional faz grande investimento para cobrir ao vivo a maior festa religiosa do país

outubro 19, 2007

Por Luis Gustavo e Tainá 

A mídia regional preparou se especialmente para realizar a cobertura da maior festa religiosa dos pais. Segundo a jornalista Priscila Castro que estava realizando a cobertura ao vivo do círio 2007 com reportagens e abordagens durante a prossição de Nossa Senhora de Nazaré, a Liberal está disponibilizando um produto de grande visibilidade e prestigio do mercado, desenvolveu um plano de comunicação com cobertura completa e preparada  para grandes momentos do círio de Nazaré 2007 com produções especiais, transmissões ao vivo via satélite, utilizando uma equipe de mas de 100 profissionais, produção de chamadas, clipes, matérias jornalísticas especiais e outras informações através do hot site na internet.

Em 2007 o plano de comunicação totalizou 280 inserções ao longo dos meses de agosto, setembro e outubro. A cobertura envolve toda a programação da maior festa religiosa do país, como a trasladação, círio rodo fluvial, círio das crianças e recirio. O telespectador pode receber informação a parti das 07horas da manha com o telejornal Bom dia Para e  durante o resto do dia com os jornal liberal primeira e segunda edição. A liberal também oferece aos ouvintes a oportunidade de poder esta por dentro de tudo que esta acontecendo e os melhores momentos através do Radialista Marquinho Pinheiro que se sente lisonjeado em está participando de sua XIV cobertura com flashs ao vivo nos intervalos de 3 á 5 minutos para Radio liberal FM.

Entrevista com Gilberto Nogueira jornalista da Rádio Clube.

Gilberto Nogueira me relatou que a 34 anos cobre o círio e cada ano que passa a emoção aumenta na mesma escala que aumentam o números de fies. “quando a Berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré passa ´como se meus pés saíssem do chão e meu coração é tomado por uma emoção impar.

Este ano 20 jornalistas, distribuídos em pontos estratégicos, desde a igreja da Sé até o Santuário de Nazaré, fizeram parte da equipe da Rádio Clube.

O jornalista entrevistado localizou-se no Hotel Ver-O-Peso, bem no inicio da romaria. A Berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré teve sua passagem pelo em frente ao Hotel às 7:15 hs, onde recebeu belíssima homenagem dos pesqueiros que teve uma duração de, aproximadamente, 15 minutos. Nesse momento a corda ainda não estava atrelada à berlinda, a qual só atrelou-se em frente o prédio dos mercedários, na Avenida Portugal.

Gilberto Nogueira ficou responsável, juntamente com a jornalista Aniza Oliveira, de informar o local onde estava a berlinda, os postos de atendimentos e como romeiros poderiam chegar, com mais facilidade, até a procissão.

A novidade esse ano é que a Berlinda com  imagem de Nossa Senhora de Nazaré possuía um aparelho GPS que informava aos jornalistas a localização correta onde encontrava-se a mesma.

 

Altos e Baixos da Festa Santa.

outubro 19, 2007

Por Gabriel Caldas e Deliane Melo

Um dia muito quente, como já virou tradição em todos os Círios realizados desde 1793. A multidão se amontoa pelas ruas seguindo a imagem da Santa em um corrente de milhares de pessoas unidas pela fé ou por agradecimentos de graças atendidas.

Partes desses fiéis aproveitam à procissão de suas casas e podem acompanhar a passagem da santa da varanda de suas casas. Em outros casos, muitos fiéis que são agraciados com convites de bancos e empresas acompanham o Círio de arquibancadas montadas em lugares estratégicos da procissão, que tradicionalmente, armam grandes palcos onde cantores de música lírica fazem apresentações com músicas da festa.

Maria Claudia, estudante de artes da Universidade Federal do Pará estava na arquibancada montada na frente do Banco da Amazônia e conta que sua família recebe todos os anos, convites para assistir o Círio:

“Venho com os meus pais desde muito pequena. Sempre gostei da procissão e acompanho a Transladação por 5 anos seguidos, mas sempre venho com meus pais para passagem da Santa”.

Este ano, no palco do Banco da Amazônia, o cantor Jerry Adriani cantou algumas canções para os fieis da procissão. Em vários momentos interrompeu as músicas para pedir a colaboração das pessoas em abrir caminho para a passagem de voluntários da Cruz Vermelha a passar entre a multidão.

Embora comum, as arquibancadas não são um privilégio para todos no evento. Muitas pessoas não têm dinheiro para pagar pelo ingresso ou simplesmente preferem acompanhar a passagem da Santa dos lugares mais diversos. Muitos trazem a sua família para acompanhar a romaria.

No caso da senhora Carmita Santa Rosa, 77 anos, a história foi um pouco diferente. Ela veio acompanhar a festa do círio e parou para perguntar se a arquibancada era de graça para os idosos, contudo recebeu resposta negativa ao que pretendia.

O que a senhora achou do valor do ingresso no valor de 20,00 R$?

“Um absurdo já que a arquibancada é para ser para a população. Isto só foi feito para os turistas para ganharem em cima da Virgem”.

A senhora está sozinha ou está acompanhada?

“Estou só, parei para perguntar da arquibancada porque estou com a perna com 7 meses de fraturada.”

O que piorou no Círio de Nazaré?

“Sou católica desde pequena, sempre acompanho o círio fluvial e a cada abo que passa está mais caro, assim como esta arquibancada a procissão religiosa infelizmente se tornou um meio de marketing para muitos e não com o verdadeiro intuito de unir a fé do povo paraense na Nossa Senhora de Nazaré.”

O que melhorou?

“Os meios de comunicação ajudam a divulgar a fé do povo paraense e isso me da muito orgulho.”

Outros aproveitam à festa não só para divulgar a festa para os turistas, como também para se preparar para o mercado de trabalho. Como Carmem Lima, 20 anos aluna do Curso de Turismo na FAP:

Que papel você está fazendo nesse momento?

“Estou auxiliando os turistas sobre a festa religiosa, os pontos turísticos, os locais mais interessantes”.

Você é católica?

“Sou sim, e fico muito feliz por ta fazendo o que gosto e rezando pela nossa padroeira”.

Entre os turistas, está Telma Cardoso, 51 anos:

A senhora há quanto tempo vem para a arquibancada?

“Há sete anos, pois sempre acompanho uma tia minha que é deficiente física e idosa e trago meus dois netos de 10 e 11 anos e eles ficam esperando os pais a passar por aqui”.

A senhora sempre veio para o Círio?

“Sim, mesmo ter morado alguns anos em SP eu nunca perdi uma procissão”.

A arquibancada é uma boa opção para os turistas?

“Sim, não só para os turistas como também para pessoas como eu e minha tia que não podem acompanhar e querem ver a virgenzinha e o calor também traz mal estar a muitas pessoas como eu então a arquibancada ajuda a todos a verem e participarem da festa”.

O que precisa ser aperfeiçoado para o Círio ser ainda mais grandioso?

“Acredito que tem que ser um pouco mais rápida a procissão devido o cansaço e desgaste principalmente aos idosos e crianças já que nem todos tem a opção de estarem aqui e outro problema seria o dos transportes que nunca conseguem suprir a necessidade de todos principalmente porque vem muita gente do interior do Estado do Pará”.

O Resultado Ignorado da Procissão.

Infelizmente, com um grande amontoado de pessoas como o Círio, o controle de dejetos e lixo é um grande problema da organização. É inevitável andar pelas ruas que cortam o caminho da procissão sem sentir o forte odor de urina por todos os lados.

Situação essa que fez com que Carla Marlene, empregada domestica 30 anos, comenta a situação da rua adjacente do mesmo local do palco do Banco do Pará:

“Eu acho uma falta de respeito. A educação passa longe dessas pessoas! Está certo que não tem muita saída já que não tem banheiro para todo mundo. Mas mesmo assim fica muito ruim para nós que queremos ver a Santa. É um fedor muito forte! Eu deveria ter deixado o meu filho em casa. Não fico aqui mais no ano que vem”.

Pelo teor religioso do evento, é deixado de lado os efeitos de milhões de pessoas podem exercer em seu trajeto. O que acarreta muitos problemas para os moradores da região.

A aposentada Maria Benedita, 74 anos, só consegue acompanhar a procissão pela Tv, mas sofre com a situação, já que a sua casa é se encontra na região:

“Todo ano é assim. As pessoas cortam o caminho da Presidente Vargas para pegar a Santa em Nazaré, ai fica esse fedor de mijo na rua. Todo ano eu tenho que sair na rua e jogar uma água sanitária para abafar o fedor”.

Segundo dona Maria, a prefeitura manda uma equipe de limpeza para as ruas, mas a demora pode levar dias.

”Eles mandam todo mundo para o trajeto da procissão enquanto a rua da minha casa fica fedendo por uns 3 ou 4 dias”.

Trabalhar de graça? Somente para Nossa Senhora de Nazaré.

outubro 19, 2007

Por Kate Evelyn e Karen Amaral.

Ser voluntário do círio, não é para qualquer pessoa, hoje os voluntários do círio vêem no trabalho não remunerado, uma forma de se redimir com a nossa Senhora de Nazaré. Muitos dos jovens iniciam como voluntários, a partir de uma brincadeira que é levada a sério por anos e anos.

Todos os voluntários passam por treinamentos de técnicas que servirá não só para aquele momento do círio, mais sim por todo decorrer de sua vida.

Segundo Mário Sales, voluntário da cruz vermelha à 6 anos, para ser voluntário da cruz vermelha, basta ter muita força física e força de vontade para acordar sedo sem ganhar absolutamente nada em dinheiro. Ele diz também que:

“O nosso trabalho não é só de carregar as pessoas que desmaiam, mais sim também, de fazer corrente para impedir que as pessoas caiam na vala ou tira faca das mãos das pessoas que querem cortar a corda, como neste ano, que nós achamos uma faca (uma peixeira), por sorte uma senhora nos avisou que a faca estava jogada no chão, pegamos a faca e entregamos na portaria de um prédio; com certeza ia cortar o pe das pessoas que no meio da multidão você não consegue ver em que você pisa”. 

Ex – presidiário também podem ser voluntário.

Já no caso dos voluntários que tem participação como guarda da santa. A responsabilidade é bem maior. O trabalho da guarda da santa é bastante tumultuado, mas não há emoção maior do que isso. Os voluntários não trabalham somente no mês do círio, mas durante o ano todo. Como é o caso do Sr. José carvalho que é guarda da santa a mais ou menos sete anos e trabalha durante o ano todo, participa das missas, recolhendo dízimos, entregando panfletos e tudo aquilo que me determinarem.

Sinto-me muitíssimo bem, não pretendo deixar de fazer isso, já estou a sete anos nesse trabalho e depois disso, minha vida mudou completamente, saio da minha oficina mecânica às 17h para estar na basílica às 18h, não marquem compromisso nenhum comigo esse horário, pois não abro mão do compromisso maior que é com nossa Senhora”.

Quem quiser ser um dia guarda da santa, é muito simples, você vai até à Basílica de Nazaré, conversa com o coordenador do grupo dos guardas, demonstrado seu interesse você preenche um formulário com todos os seus dados pessoais, inclusive antecedentes criminais. Daí você tem que escolher um padrinho, esse que vai lhe batizar e acompanhar todo um curso de três meses antes do Círio, para que você possa ser efetivamente voluntário (guarda da Santa). Você só entra depois de todos esses pré-requisitos obrigatoriamente, principalmente o de ter um padrinho. Pois basta você querer, demonstrar interesse e disciplina, pois a basílica aceita todos aqueles que se propõe a ajudar, Seja ele até mesmo ex-presidiário.

Lazer e Cultura em só um Espaço

outubro 19, 2007

Por Sueyla Tavares e Danila Oliveira

O arraial de Nazaré existe desde a primeira procissão do círio, no formato de uma feira agrícola que ao longo dos anos foi ganhando barracas para vendas de produtos. No fim do século XIX foi construído um pavilhão chamado “flora” aonde aconteciam apresentações de dança e pequenos espetáculos. Em 1981 foi inaugurada a Praça Santuário. Um ano depois, o arraial foi transferido para um terreno ao lado da Basílica, no espaço onde, no passado, funcionou o cinema “Moderno”.

Diversão

No círio de Nazaré uma das opções de lazer mais esperada é o arraial. Onde podemos encontrar barracas de comidas típicas, produtos artesanais do Pará, e o grande destaque o Ita Center Parque. Tendo seu funcionamento desde dia 1 deste mês, e com a desmontagem em 18 de novembro.Neste ano o Ita marca sua presença pela 15ª vez no arraial. Segundo o gerente do parque, Geraldo Costa, “a previsão para este ano é que a venda fique em torno de 180 mil ingressos”. O parque proporciona a geração de empregos temporários para cerca de 80 paraenses, como nos cargos de segurança, bilheteiros e outros. Encontra-se 22 brinquedos a disposição do público, dentre eles as novidades Red Baron, o Trenzinho e a Abelhinha. De acordo com a gerência o brinquedo que assume o papel de cartão-postal é a roda gigante, no entanto os mais procurados são o autopista e a montanha russa. O ita percorre outros estados como o Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso tendo sua administração em Goiás.

Cultura

 Outra atração do arraial é a Feira do círio que divulga o artesanato em cerâmica, miriti, madeira, fibra, moda, compras e oficinas. Sendo uma parceria do SEBRAE no Pará e da Diretoria da Festa de Nazaré, que reúne o trabalho de mais de 200 artesãos de vários municípios do estado. Entre as associações presentes nos estandes estão a AMESC (Associação das Mulheres Empreendoras Santa Clara) de Belém, AVA (Associações Vigiense dos Artesãos) de Vigia de Nazaré/Pará, APRAC (Associação de Produtores Rurais de Cerâmica da Amazônia) de Santo Antônio do Tauá/Pará e outras.Por fim percebe que o arraial não deixa de ser uma tradição que esta  se fortalecendo a cada ano, pois tem objetivo de dar um brilho a mais na festa da padroeira dos paraenses, que todo ano  demonstra a fé e a dedicação de um povo de luta e perseverança.

Valorização do Artesanato

O artesanato em miriti atualmente está conquistando o seu espaço no mercado. Isso se deve a reorganização do comercio do produto, tendo como principal aliado o SEBRAE, que investe em cursos e oficinas profissionalizantes para os artesãos. De acordo com o presidente da Associação dos Brinquedos e Artesanato de Miriti de Abaetetuba/PA (Asamab), Amadeu Gonçalves, “a venda dos brinquedos no círio melhorou 80% em relação ao ano anterior, devido à qualidade do acabamento e pela união dos artesãos”.No arraial o artesanato em miriti está exposto na feira do círio, com estande especifico. Como reconhecimento da cultura paraense, os brinquedos são exportados para outros estados brasileiros e para fora do país e também o andamento do Projeto Manejo e Conservação de Mauritia Flexuosa (Miriti) no Estuário do Baixo Tocantins. Esse Projeto tem como objetivo o estudo da economia e mercado dos produtos, da ecologia conservação e manejo, além da história e cultura relacionada ao miriti sendo uma parceria do Centro de Pesquisa Florestal Internacional (Cifor), a Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), o Museu Paraense Emilio Goeldi e a Embrapa Oriental sob a coordenação de Paulo Vieira, pesquisador do Cifor.

Apartir da Palmeira os artesãos confeccionam bolsas, tapetes, paneiros, vinhos, e outros. Os brinquedos variam entre as tradicionais cobras, tatus, barquinhos, dançarinos e canoas, e as novidades como os móbiles e embalagens, todas trabalhadas com o miriti. Atualmente a Asamab congrega 108 artesãos que participam de variados eventos, como a Feira do Miriti que acontece no Círio, este ano o local para a feira foi na Praça Waldemar Henrique para a comercialização de 40 mil peças. A expectativa dos artesãos é que a cultura do miriti evolua, pois os investimentos e estudos do mesmo vêm obtendo bons resultados.

Hello world!

outubro 18, 2007

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