Trasladação

Por Bruno, Marcos e Elidia.

De acordo com a Diretoria da festividade de Nazaré, cerca de um pouco mais de um milhão de pessoas acompanharam a trasladação no último sábado, 13. O Círio noturno, como também é conhecido, começou às 17 horas com uma missa campal celebrada no pátio do Colégio Gentil Bittencourt, na Avenida Magalhães Barata. De lá a procissão seguiu rumo a Catedral da Sé, no bairro da Cidade Velha, em meio a homenagens de cantores famosos e shows pirotécnicos, aonde chegou por volta de meia noite. A procissão que é considerada a segunda maior depois do Círio, começou com um ritmo lento, ganhando velocidade ao chegar a Avenida Presidente Vargas. No início foram distribuídos cerca de 100 mil castiçais, que iluminaram a romaria, transformando em um belíssimo mar de pessoas iluminado.

A peregrinação com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré percorre aproximadamente quatro quilômetros e faz um trajeto inverso do Círio de domingo. Muitas homenagens são prestadas durante todo o trajeto. Adultos, jovens e crianças se aglomeram para ver a Berlinda passar. Pessoas famosas como o Padre Fábio de Melo, o cantor Jerry Adriani e o saxofonista Caio Mesquita se apresentaram a convite de grandes empresas, embalando cânticos em louvor à Virgem. Papeis picados e fogos de artifício completaram a emocionante homenagem. As ruas transversais que cortam o corredor da romaria ficaram lotadas de pessoas que disputavam cada centímetro de chão para vislumbrar e, registrar de todas as formas a passagem da Berlinda que conduz a imagem peregrina. As moradias que ficam localizadas às margens das avenidas por onde passa a procissão, serviam como espécie de camarotes e as escadarias como arquibancadas para os parentes e amigos dos donos das casas e apartamentos.

“Todo ano é do mesmo jeito, a gente acolhe toda a família e os amigos que chegam pra ver Nossa Senhora. A gente recebe até amigos que vêm de outros estados”, disse Dona Maria de Fátima que mora no primeiro andar de um edifício localizado na Avenida Nazaré. Ao entrar na Avenida Presidente Vargas, próximo ao edifício Manuel Pinto da Silva, a homenagem ficou por conta de um coral formado por 700 vozes, em sua maioria de pessoas idosas. Já no final desta Avenida, pessoas muito emocionadas, algumas chorando de emoção, levantaram as mãos ao som dos fogos de artifícios dos estivadores, que se tornou uma tradicional homenagem.

Diferentemente do Círio de domingo, na trasladação não há carros de promessa. O único carro em destaque era a Berlinda, que há dois anos tem tido sua ornamentação mais simplificada, para que os fiéis consigam enxergar melhor a Santa. O perfil dos fiéis que acompanham a trasladação vem mudando há alguns anos. A maioria é composta por jovens e muitos deles acompanham a procissão na corda em agradecimento pelo sucesso nos estudos. “Eu fiz uma promessa para Nossa Senhora. Se eu passasse no vestibular eu iria acompanhar o Círio na corda. No início do Ano passei em Medicina veterinária e agora vim pagar a promessa, mas está sendo muito difícil se manter aqui, é muito aperto e já estou com falta de ar”, contou a caloura Danuza Leão, de 18 anos de idade, ainda no início da peregrinação.

CORDA

A corda, depois da Berlinda com a imagem peregrina, torna-se um dos maiores símbolos da festividade nazarena. Utilizada inicialmente para desatolar o carro que carregava a imagem da virgem, hoje é o símbolo mais sacrificante para os pagadores de promessa. E, depois de ter sido apontada durante alguns anos como o principal motivo do atraso da procissão, há dois anos a corda tem sido atrelada a cinco estações, que são estruturas em ferro empurradas por doze pessoas com o objetivo de agilizar a peregrinação. As cordas utilizadas tanto na trasladação, quanto na procissão de domingo têm sido confeccionadas na Bahia desde o ano passado, após o fechamento da fábrica paraibana Brascorda, anteriormente responsável pela confecção.

Com cerca de 800 metros e 600 quilos, ao chegar é dividida em partes iguais com metade para o traslado e a outra metade para a romaria principal. Seu custo total seria de 9,5 mil Reais, mas foi reduzido para 5,5 mil Reais em virtude da doação do frete que a trouxe até Belém.

AMBULANTES

Durante o trajeto era possível ver os guardas da santa desobstruindo a passagem para dar mais espaço aos romeiros. Carrinhos de venda de bebidas e lanches eram retirados do caminho, sendo que alguns foram até apreendidos por fiscais da Secretaria de Economia (Secom), levados até o galpão da secretaria e liberados até que os proprietários solicitassem a devolução.

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